Vereadores são alvos de operação que investiga desvio de R$ 7 milhões da Prefeitura de Palmas


Vereadores são alvos de operação que investiga desvio de R$ 7 milhões da Prefeitura de Palmas

A Polícia Civil está cumprindo 26 mandados de prisão temporária e 33 de busca e apreensão. Dinheiro foi desviado de programas sociais para financiar campanha eleitoral, diz a investigação.

































Polícia faz operação contra corrupção em Palmas



Três vereadores de Palmas são alvos de mandados de prisão da 2ª fase da Operação Jogo Limpo, que investiga desvio de R$ 7 milhões da prefeitura da capital. São eles: o presidente da Câmara Municipal, José do Lago Folha (PSD), Major Negreiros (PSB) e Rogério Freitas (MDB). Deflagrada na manhã desta sexta-feira (3), a ação da Polícia Civil cumpre ao todo 26 mandados de prisão temporária e 31 de busca e apreensão.


Até a manhã deste sábado (4), 23 pessoas foram presas e quatro ainda não foram encontradas. Dos três vereadores, apenas Rogério Freitas foi preso até o momento.


A Câmara de Palmas informou que o presidente da Casa cumpre agenda política em Araguaína e está a caminho de Palmas para prestar os esclarecimentos necessários à Polícia Civil. O chefe de gabinete do major Negreiros informou que ele está viajando com a família para o Chile e ainda não tomou conhecimento da operação.


A Prefeitura de Palmas informou que está à disposição da Justiça e da investigação para contribuir com qualquer esclarecimento.


O vereador Rogério Freitas disse em entrevista à TV Anhanguera que até o momento não foi acusado de nada e é inocente.



Três vereadores são alvos da operação Jogo Limpo (Foto: Wherbert Araújo/SSP)




Investigações




A polícia apura o desvio de R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da capital.



As investigações apontam que o dinheiro teria sido usado para financiar campanhas eleitorais em 2014. A verba seria destinada para projetos sociais e de incentivo ao esporte.


De acordo com a Polícia Civil, empresas fantasmas emitiam notas fiscais frias para justificar despesas e serviços na prestação de contas dos convênios. Esses serviços nunca chegaram a ser realizados, segundo a apuração. Os valores recebidos eram desviados para servidores públicos, presidentes de entidades, empresários e agentes políticos.




2ª fase da operação




Nesta sexta, a Polícia Civil informou que os alvos dos mandados contra empresários, servidores públicos e políticos.


As prisões e buscas estão sendo realizadas em Palmas, Goiânia, Fortaleza do Tabocão e Aparecida do Rio Negro. Equipes também estão na Câmara Municipal de Palmas nesta manhã para fazer buscas.


A operação é feita pela Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial Contra a Administração Pública e conta com o apoio de 40 delegados e mais de 110 policiais civis.




1ª fase da operação




A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro. O crime era praticado por meio de entidades sem fins lucrativos e empresas fantasmas, conforme as investigações. Ao todo, 10 federações e organizações não governamentais (ONG) podem estar envolvidas, além de quatro empresas.


Na época, os policiais cumpriram 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em Palmas e em mais quatro cidades do Tocantins: Paraíso do Tocantins, Nova Rosalândia, Paranã e Miracema.


Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.



Policiais fazem buscas dentro da Câmara Municipal de Palmas (Foto: Wherbert Araújo/SSP)

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