Kim atravessará fronteira a pé para encontro histórico



Kim atravessará fronteira a pé para encontro histórico










As vésperas do encontro entre os líderes, estudantes erguem cartazes em Seul com as fotos de Moon Jae-in (esq.) e Kim Jong-un - Jorge Silva/Reuters

26.abr.2018 às 10h23


Diminuir fonte
Aumentar fonte


O líder norte-coreano, Kim Jong-un, atravessará a pé a fronteira com a Coreia do Sul, para um encontro histórico com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, nesta sexta-feira (27), anunciaram autoridades sul-coreanas.

A travessia da fronteira com o país vizinho será carregada de simbolismo, uma vez que Kim será o primeiro líder norte-coreano a pisar em solo sul-coreano desde o armistício que encerrou o conflito militar entre os dois países, em 1953. Ambos permanecerão na zona desmilitarizada na fronteira entre os dois países, mas do lado sul-coreano.

Segundo informou o chefe de gabinete sul-coreano, Im Jong-seok, Moon receberá Kim após ele cruzar a demarcação de concreto da fronteira entre os dois países. Ambos caminharão juntos por cerca de dez minutos até uma praça onde farão uma inspeção da guarda de honra sul-coreana.

Após a assinatura no livro de visitas e uma sessão de fotos na Casa da Paz, o local da reunião, serão iniciadas as conversações formais, que devem ter como tema central o programa nuclear norte-coreano. Mais tarde, os dois líderes plantarão um pinheiro na área de fronteira, utilizando terra e água de rios dos dois países. A árvore, bastante popular nas duas Coreias, é datada de 1953, o ano do fim da guerra.

Junto ao pinheiro será colocada uma placa de pedra com os dizeres "a paz e a prosperidade estão plantadas" e a assinatura dos dois líderes. Logo após, Kim e Moon caminharão juntos até uma passarela com um sinal da linha de demarcação militar, informou o chefe de gabinete.
2 40
Cerimônia de abertura da Olimpíada de Inverno 2018













































LEIA MAIS










Os líderes se reunirão novamente à tarde e depois participarão juntos de um banquete. O norte-coreano deverá ser acompanhado de nove membros do alto escalão do governo de Pyongyang, incluindo a irmã Kim Yo-jong. Seul espera que a esposa de Kim, Ri Sol-ju, esteja presente em algumas partes do encontro, mas sua presença ainda não foi confirmada.

A reunião desta sexta-feira e o planejado encontro entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deverá ocorrer em maio ou junho, se tornaram possíveis após o líder norte-coreano se colocar à disposição para abrir negociações sobre seu programa nuclear, depois de um ano de tensões internacionais envolvendo testes de mísseis balísticos e nucleares.

Nos últimos meses, Kim iniciou uma série de esforços diplomáticos para diminuir o isolamento de seu país, com o envio de uma delegação de atletas para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, em fevereiro, e ao se reunir com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, no mês de março.
1 7
Kim Jong-un visita a China











O chinês Xi Jinping (esq.) e o norte-coreano Kim Jong-un passam em revista às tropas em Pequim /KCNA/KNS/AFP
LEIA MAIS









COLAPSO DO LOCAL DE TESTES NUCLEARES

Geologistas chineses revelaram que a montanha localizada sobre o principal local de testes nucleares da Coreia do Norte entrou em colapso. Os especialistas pediram que a região seja monitorada para avaliar possíveis vazamentos de radiação.

A conclusão dos cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia da China pode ter revelado um dos motivos que levaram Kim a anunciar recentemente a suspensão dos testes nucleares, antes dos encontros com Moon e Trump.

Segundo os cientistas, a enorme quantidade de calor e energia liberadas pelo maior teste nuclear norte-coreano, realizado em setembro do ano passado, teria danificado o local a ponto de deixá-lo instável.

A explosão teria provocado quatro terremotos nas semanas seguintes. O primeiro deles, segundo os pesquisadores, ocorreu oito minutos e meio após a explosão, gerando um colapso próximo ao local dos testes, seguido de outros tremores.

Os chineses afirmam que não foram detectados riscos de vazamento de radiação após o recolhimento de amostras coletadas ao longo da fronteira.
DW

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lideranças indígenas preparam relatório com problemas das aldeias no Tocantins Estado tem mais de 190 aldeias reconhecidas e catalogadas. Indígenas denunciam desmatamento ilegal, poluição e falta de assistência na área da saúde.

Cheon Il Guk Matching Engagement Ceremony- O REINO DOS CÉUS NA TERRA E NO CÉU

MENINA DE 15 ANOS É FLAGRADA FAZENDO SEXO EM SALA DE AULA. CONFIRA