Novo governador admite que será necessário demitir parte dos comissionados


Novo governador admite que será necessário demitir parte dos comissionados

Mauro Carlesse (PHS) afirma que a folha de pagamento está acima do permitido pela lei de responsabilidade fiscal. Ele disse que os cortes devem atingir servidores que "não trabalham".




Por G1 Tocantins

28/03/2018 19h12 Atualizado há 4 horas




Mauro Carlesse admitiu que será necessário fazer demissões (Foto: Reprodução/TV Assembleia)



O novo governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), admitiu nesta quarta-feira (28) que será necessário demitir parte dos servidores comissionados do estado. " A gente vai ter que fazer um reenquadramento. Nós estamos estourados na Lei de Responsabilidade Fiscal", explicou ele.


Carlesse disse que não há razão para alarde e que os cortes vão atingir uma parcela pequena dos funcionários públicos. "O Estado não pode pensar só em política. Quem trabalha com certeza vai estar garantido o seu emprego. Agora, quem não trabalha tem que entender que ele está tirando o dinheiro da saúde, tá tirando o dinheiro da educação, da segurança pública. Eu penso dessa forma", completou.


A declaração foi durante uma entrevista no Palácio Araguaia nesta quarta. Mais cedo, o governador interino disse que o Estado não tem dinheiro suficiente para quitar a folha de pagamento dos servidores públicos e os repasses para os demais poderes do Estado.


"Não vou dizer que ele não deixou [dinheiro em caixa], mas não deixou a quantidade que precisava para pagar. Deixou algum dinheiro, sim, mas é muito menos do que precisa para a folha", disse o governador.


O ex-governador, Marcelo Miranda (MDB) disse que o restante do dinheiro para o pagamento da folha deverá vir com duas pacelas do Fundo de Participação dos Estados que o Tocantins ainda deve receber.


Em entrevista dada à reportagem da TV Anhanguera, o procurador geral de Justiça do Tocantins, Clenan Renaut, informou que o duodécimo aos poderes estaduais estaria atrasado há três meses. Na última segunda-feira (26), o MPE conseguiu um bloqueio de R$ 12,1 milhões para quitar parte do valor atrasado.


A manutenção das despesas, inclusive, fez o Tribunal de Justiça proibir o ex-governador Marcelo Miranda (MDB) de fazer pagamentos não prioritários, contratar pessoal comissionado ou efetivo e também não fazer promoções de militares. A decisão ainda suspendeu o concurso da PM e promoções que seriam dadas para policiais no início da semana.

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