Memes e repercussão: veja reação da internet após cassação de Marcelo Miranda Governador e vice-governadora tiveram diplomas cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral. G1 também foi às ruas ouvir a população sobre a 2ª cassação de Marcelo Miranda do governo estadual.


Memes e repercussão: veja reação da internet após cassação de Marcelo Miranda

Governador e vice-governadora tiveram diplomas cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral. G1 também foi às ruas ouvir a população sobre a 2ª cassação de Marcelo Miranda do governo estadual.




Por G1 Tocantins

22/03/2018 16h58 Atualizado há 3 horas




Meme divulgado pelas redes sociais após cassação (Foto: Reprodução)



A cassação do governador Marcelo Miranda (MDB) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o assunto mais comentado nas ruas de Palmas nesta quinta-feira (22). O assunto também ganhou as redes sociais e vários memes foram criados por internautas. Na população, o clima é de indignação e desconfiança sobre o futuro do governo.


"Eu acho que a gente precisa de um Brasil sem corrupção. Não importa quem seja, se fez algo errado e é corrupto tem que pagar e devolver o que pegou. É uma vergonha para o estado", disse a professora aposentada Cleonice Siqueira.


"Agora vamos passar de novo por toda uma transição, mudança de governo, de secretariado. Gera mais gastos desnecessários", lamentou o estudante Thiago Marasca.


Nas redes sociais, os internautas aproveitaram para ironizar e brincar com a segunda cassação de Marcelo Miranda do cargo de governador do Tocantins.



Marcelo Miranda virou alvo de memes na internet (Foto: Divulgação)


Apesar do assunto ser levado com bom humor por alguns, outros moradores acreditam que a cassação vai prejudicar o estado.


"Passa a ser um atraso. Mas agora é bola para frente e esperar os novos capítulos. Uma coisa é certa, vai gerar mais gastos com novas eleições", disse o servidor público Cristian Carvalho.


"Gera uma insegurança muito grande para nós eleitores e para o estado. A gente já viu isso várias vezes e não suportamos mais essa situação de instabilidade. Chega. Precisamos de uma situação mais definida para o Tocantins para as pessoas que resolveram viver aqui, morar aqui e votar aqui", disse a professora Otília Paiva Nunes.




Mensagens envidas em redes sociais (Foto: Reprodução)




Entenda




O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na manhã desta quinta-feira (22) os diplomas do governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice-governadora Cláudia Lelis (PV). O processo, que analisa caixa dois durante a campanha de 2014, começou em 2015 após uma aeronave ser apreendida com R$ 500 mil em Goiás.


O julgamento no TSE começou em 2017, mas o ministro Luiz Fux havia pedido para analisar o processo, que estava parado desde então. No primeiro julgamento, a relatora do processo, ministra Luciana Lóssio, votou contra a cassação da chapa. Porém, nesta quinta-feira (22) os ministros cassaram os diplomas por 5 votos a 2.


A decisão tem efeito imediato e o governador deverá deixar o cargo para realização de novas eleições, na qual o vencedor deverá ocupar o cargo até o final deste ano.Porém, a defesa do advogado pode recorrer ainda dentro do próprio órgão.


O ministro discordou da relatora em relação a provas encontradas durante as investigações com a apreensão de aparelhos telefônicos, que haviam sido consideradas ilegais. Fux afirmou que os depoimentos e argumentos utilizados pela defesa são contraditórios e o dinheiro encontrado na aeronave era destinado a pessoas ligadas ao governador, responsáveis por pagar custos da campanha.


Conforme o relator, doações foram feitas à campanha de Marcelo Miranda em caixa dois por meio de depósitos em contas de diversas pessoas ligadas a campanha. Segundo Fux, uma funcionaria que recebia R$1 mil por mês sacou R$ 600 mil na boca do caixa dias antes da apreensão da aeronave. Além disso, a aeronave apreendida seria de uma empresa parceira do governador e contratada diversas vezes pelo partido.



Essa é a segunda vez que o Marcelo Miranda é cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2009, ele foi cassado por abuso de poder político após promessa de vantagens a eleitores, preenchimento de cargos públicos de forma irregular, distribuição de bens custeados pelo serviço público, uso indevido de meios de comunicação e doações de 14 mil cheques-moradia.


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