DIRETOR DO PREVIPALMAS DESMENTE AMASTHA E PROVA QUE ELE É CORRUPTO

Diretor demitido por Amastha diz que não tinha poder para definir a aplicação de R$ 30 milhões do PreviPalmas

 0
5 (100%) 3 votos
O ex-diretor de Investimento do Instituto de Previdência Social do Município de Palmas (PreviPalmas) Fábio Martins Costa, exonerado na segunda-feira, 12, pelo prefeito de Palmas, Carlos Amastha, disse em entrevista ao Jornal do Tocantins que não tinha poder de decisão sobre a aplicação dos R$ 30 milhões no Fundo Cais Mauá, realizado através da Icla Trust, o novo nome da NSG Capital, a mesma que geria o Fundo BFG, das churrascarias Porcão, e que deu prejuízo de R$ 330 milhões ao Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev).
Ao exonerá-lo, o prefeito disse que não tem “nenhum compromisso com coisa errada”. Amastha afirmou ter ficado “absolutamente atordoado” ao tomar conhecimento da aplicação do PreviPalmas.
Contudo, o ex-diretor contou que o era o responsável por fazer a análise técnica da viabilidade “de todo e qualquer investimento” do PreviPalmas. Mas, explicou, não era ele quem determinava a aplicação. “Só fazia a análise de mercado”, reforçou.

LEIA MAIS

Após a análise de viabilidade técnica e econômica do investimento, contou Fábio Martins Costa, cabia ao Conselho Previdenciário e também à gestão do instituto a aprovação.
Ao demiti-lo, Amastha afirmou que o problema “não está em que foi aplicado”, ou seja, o Cais Mauá, em Porto Alegre, mas, sim, “no mecanismo usado, a instituição usada, a Icla”. Porém, o ex-diretor diz que “todos os investimentos em questão tiveram as documentações analisadas e os requisitos atendidos”. “Conforme o próprio prefeito, o fundo era seguro e estável”, lembrou Costa, ainda sobre a declaração de Amastha no vídeo que postou no Facebook.
Norma do Ministério
O ex-diretor afirmou que, por norma do Ministério da Previdência, o PreviPalmas poderia aplicar até 5% do seu capital em investimento de risco, como é o caso do Fundo Cais Mauá. Ele disse que, como o instituto tem um capital de aproximadamente R$ 640 milhões, poderia investir, então, os R$ 30 milhões.
Essa informação do ex-diretor diverge da que passou ao CT o especialista em mercado financeiro, para quem a norma do Ministério da Previdência limita o investimento de risco a 5% do patrimônio líquido, não do capital. De acordo com essa fonte, que preferiu não se identificar, o instituto tinha na época do investimento R$ 170 milhões de patrimônio líquido, o que daria então R$ 8,5 milhões para essa modalidade de aplicação. Assim, conforme o especialista, os R$ 30 milhões ultrapassaram mais de três vezes o limite legal. Tanto é assim, aponta ele, que essa foi uma das aplicações que levaram o PreviPalmas a ser considerado desenquadrado pelo Ministério da Previdência. Por isso, o instituto dos servidores de Palmas não deve ter renovada sua Certidão de Regularidade Previdenciária (CRP), que vence no dia 21 de abril.
A Resolução do Banco Central 4.604, de 19 de outubro de 2017, mostra que a fonte do CT tem razão, confira a na íntegra o que diz:
“Art. 14. O total das aplicações dos recursos do regime próprio de previdência social em um mesmo fundo de investimento deverá representar, no máximo, 15% (quinze por cento) do patrimônio líquido do fundo, observado o disposto no art. 12.
§ 1o O limite de que trata o caput será de até 5% (cinco por cento) do patrimônio líquido dos fundos de investimento de que tratam os incisos VII do art. 7o, III e IV do art. 8o”.
Em transição
Fábio Martins Costa ainda disse que, em dezembro, época do investimento no Cais Mauá, a administração dos recursos do fundo estaria em processo de transição da Icla para a Reag Investimentos. De acordo com o ex-diretor, a Icla teria todas as certidões e atenderia a todas as regulamentações exigidas pelo edital de credenciamento do PreviPalmas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lideranças indígenas preparam relatório com problemas das aldeias no Tocantins Estado tem mais de 190 aldeias reconhecidas e catalogadas. Indígenas denunciam desmatamento ilegal, poluição e falta de assistência na área da saúde.

Cheon Il Guk Matching Engagement Ceremony- O REINO DOS CÉUS NA TERRA E NO CÉU

MENINA DE 15 ANOS É FLAGRADA FAZENDO SEXO EM SALA DE AULA. CONFIRA