Demanda por reedição de 'Minha Luta', de Hitler, impressiona editora

Demanda por reedição de 'Minha Luta', de Hitler, impressiona editora

Matthias Balk/Efe
MBK029 MÚNICH (ALEMANIA), 03/12/2015.- Un librero sostiene una primera edición del "Mein Kampf" (Mi lucha) de 1925 en el Instituto de Historia Contemporánea en Múnich, Alemania hoy 3 de diciembre de 2015. na edición crítica de "Mein Kampf" (Mi lucha), obra en la que Adolf Hitler resumió su pensamiento político, está ya en la imprenta para llegar a las librerías alemanas a mediados de enero, por vez primera en setenta años y tras liberarse los derechos de autor. EFE/Matthias Balk ORG XMIT: mbk029
Primeira edição do livro "Minha Luta", de Adolf Hitler
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A grande demanda para a edição do livro "Minha Luta" ("Mein Kampf", no original), escrito por Adolf Hitler, a primeira a ser impressa na Alemanha desde a sua morte, pegou seu editor de surpresa, com pedidos quase quatro vezes superiores à tiragem.
O tratado político de dois volumes, escrito entre 1924 e 1926 e que propõe uma conspiração global judaica, é considerado uma das principais ferramentas de propaganda nazista. Após expirar os 70 anos de direitos de autor, ele foi reeditado com 2.000 páginas em uma versão com anotações.
O chefe do Instituto de História Contemporânea de Munique, que publicou o trabalho, disse que havia recebido pedidos de cerca de 15 mil cópias, contra uma tiragem de apenas 4.000.
De acordo com Andreas Wirsching, foram solicitadas traduções em italiano, francês e inglês, e há demanda na Turquia, China, Coreia do Sul e Polônia, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (8).
A publicação desencadeou uma discussão feroz na Alemanha, que ainda luta contra seu passado nazista e a responsabilidade pela morte de mais de 6 milhões de judeus durante o Holocausto. Alguns líderes da comunidade judaica alemã disseram que a obra deve permanecer banida.
Mas o instituto, que acrescentou cerca de 3.500 notas ao texto, defende a publicação.
"A edição desmascara falsas alegações de Hitler, sua justificativa e mentiras categóricas", disse Wirsching.
O livro se tornou um best-seller na Alemanha na década de 1930, depois que Hitler se tornou chanceler, vendendo 12 milhões de cópias durante a Segunda Guerra Mundial. Foi traduzido em 18 idiomas, mas depois da guerra foi proibido na Alemanha pelas potências aliadas.
"O livro não é apenas uma fonte histórica, é um símbolo", disse Christian Hartmann, coeditor da edição. "E nós queremos desmantelar esse símbolo de uma vez por todas." 

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