Advogado de Cerveró é preso ao desembarcar no Rio

Advogado de Cerveró é preso ao desembarcar no Rio

Vindo de Miami, nos EUA, Edson Ribeiro foi detido pela PF assim que chegou ao Brasil; ele é acusado de se associar ao senador Delcídio do Amaral para tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato

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Edson Ribeiro, ex-advogado de Nestor Cerveró
Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, estava nos Estados Unidos quando o pedido de prisão contra ele foi decretado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)(Vagner Rosário/VEJA)
O advogado Edson Ribeiro, que defende o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, foi preso na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Ribeiro estava em Miami, nos Estados Unidos, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu um mandado de prisão contra ele na terça-feira. O advogado é acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, ao tentar comprar o silêncio do ex-dirigente da estatal e planejar a sua fuga, junto com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o chefe de gabinete do parlamentar, Diogo Ferreira - os dois já estão presos desde quarta.
Ribeiro chegou a ser localizado nos Estados Unidos na própria quarta, mas não pôde ser preso porque, de acordo com a PF, ainda faltavam ser encaminhados à Justiça americana alguns documentos. Na noite de quarta-feira, o Supremo autorizou a inclusão do nome de Ribeiro na lista de alerta vermelho da Interpol - ele dividia a página na internet da polícia internacional com os dois terroristas acusados de participarem dos atentados em Paris. A decisão foi remetida às autoridades policiais na quinta-feira.
Em uma conversa gravada pelo filho do ex-dirigente da Petrobras, Bernardo, Ribeiro e Delcídio foram flagrados tratando de meios para colocar o ex-diretor fora do Brasil, evitando, assim, que ele o que soubesse sobre o esquema do petrolão aos investigadores. Os dois também negociavam o pagamento de uma mesada à família da Cerveró para tentar dissuadi-lo a não fazer um acordo de delação premiada.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, classificou a reunião como típica de mafiosos. Como o advogado estava nos Estados Unidos desde a semana passada, ele não era considerado foragido pela PF.

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