PF suspeita que empresa de primeira-dama de Minas é 'fantasma'

PF suspeita que empresa de primeira-dama de Minas é 'fantasma'

TALITA FERNANDES, DANIEL CARVALHO E FAUSTO MACEDO - O ESTADO DE S. PAULO
30 Maio 2015 | 17h 24

O Ministério Público Federal concordou com as ponderações feitas pela PF e encaminhou pedido de busca à Justiça Federal

Brasília - A Polícia Federal e o Ministério Público Federal suspeitam que a empresa Oli Comunicação e Imagens, da primeira-dama de Minas Gerais, Caroline de Oliveira Pereira, seja "fantasma". A afirmação consta em documento encaminhado pela PF à Justiça, no qual pede autorização para um mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Acrônimo, deflagrada ontem pela polícia.
A PF aponta que a Oli Comunicação e Imagens funcionava em local cadastrado em nome da PP&I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, empresa que está sob investigação. Documento obtido pelo Estado diz que, "embora a recepcionista do local tenha referido o funcionamento da empresa Oli não foi encontrada qualquer indicação da existência da mesma". Com isso, a PF conclui que "tanto quanto a empresa PP&I Participações patrimoniais e imobiliárias, a empresa Oli Comunicação e Imagens também seria uma empresa fantasma, possivelmente utilizada para os fins da organização criminosa com a conivência de sua proprietária Caroline de Oliveira Pereira", diz o documento. 
O Ministério Público Federal concordou com as ponderações feitas pela PF e encaminhou pedido de busca à Justiça Federal. Em 12 de maio deste ano, o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10a Vara do Distrito Federal, autorizou os pedidos encaminhados pela PF e pelo MPF.
A primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira Pimentel
A primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira Pimentel

De acordo com o advogado de Carolina, Pierpaolo Bottini, a avaliação da PF está incorreta. "A interpretação que o agente da PF fez é uma interpretação equivocada, não tem base fática e menciona que as duas empresas funcionavam no mesmo lugar", disse o advogado ao Estado. Ele explicou ainda que Carolina deixou de ocupar o endereço onde foi realizada a busca e apreensão, em Brasília, em julho do ano passado e que a proprietária solicitou à Receita Federal o fechamento da empresa em novembro de 2014, fato que só se concretizou este ano. No site da Receita Federal, consta como data de encerramento da Oli Comunicação a data de 6 de janeiro deste ano. 
Acrônimo. A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Acrônimo, que resultou na prisão do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, colaborador de campanhas do PT. A Operação foi desencadeada em três Estados e no Distrito Federal para investigar a suspeita de um esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Além da antiga sede de sua empresa, o apartamento onde Carolina residia também foi alvo das ações da PF. Carolina casou-se recentemente com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT),
Além de Bené, que é tido como o operador da organização criminosa, outras quatro pessoas foram presas na operação. A investigação foi iniciada em outubro do ano passado, quando a Polícia Federal apreendeu, no Aeroporto de Brasília, R$ 113 mil em dinheiro numa aeronave que trazia Bené e outros colaboradores da campanha de Pimentel de Belo Horizonte. O empresário foi preso em sua residência, em Brasília.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lideranças indígenas preparam relatório com problemas das aldeias no Tocantins Estado tem mais de 190 aldeias reconhecidas e catalogadas. Indígenas denunciam desmatamento ilegal, poluição e falta de assistência na área da saúde.

Cheon Il Guk Matching Engagement Ceremony- O REINO DOS CÉUS NA TERRA E NO CÉU

VAZARAM AS FOTOS DE PAOLA OLIVEIRA NUA-Paolla oliveira nua pelada