O PENSAMENTO DOENTIO DE MÁRCIA REGINA FERREIRA


Aproveitando a oportunidade do assunto, quero compartilhar algumas coisas a respeito de casal, casamento, família.
Antes disso, quero fazer uma importante observação, considerando um ponto de vista de pesquisa histórica e pré-histórica.
Eu ainda não tenho um pensamento formado a respeito da queda do homem no contexto da História. Muitas vezes o VP mencionou que Adão e Eva existiram há milhões de anos atrás. Sei de alguns que usando o raciocínio intelectual pensam que o estado de barbarismo, selvageria, ocorreram depois da queda. Pensam que Deus criou Adão e Eva, realmente, como os dois primeiros seres humanos. Depois da queda teriam se tornado bárbaros, se referindo aos homens das cavernas, e mesmo aos pré-homens da era paleolítica.
Eu tenho tendência a pensar a que Adão e Eva existiram, mesmo, foi há seis mil anos atrás, data que a História começa o registro com o nascimento das primeiras civilizações que usam a escrita. Quando eu digo isso, muitos se assustam.
Mas, repito, não tenho ainda um pensamento completo sobre isso.
Mas vejo muitos obstáculos nessa teoria de se empurrar Adão e Eva lá antes do início da era paleolítica. Tem muita coisa que não bate.
Os homens primitivos mal andavam eretos e descobriram que andar em grupos era mais seguro. As cavernas davam abrigo. A reprodução ocorria da mesma forma que os animais se reproduzem. Tanto é que no acasalamento a posição habitual era a mesma que os animais usam. Haviam muitos grupos que perambulavam nômades, a procura de segurança e comida.
Um certo tempo depois, alguns grupos passaram a interagir. Existe um estudo que indica que foi a mulher quem veio a ensinar ao homem uma posição de acasalamento diferente da dos animais. Certamente que isso faz muito sentido se houver um aprofundamento no assunto que envolve a área de psicologia.
Eu não consigo entender o comportamento quase animal dos homens primitivos como "pecado", como resultado da queda. Eu consigo entender que Deus estava "criando" a humanidade no homem. Não é algo como soprar no nariz e num piscar de olhos o homem ganhar um "espírito". É um longo e penoso processo de criação da humanidade "saindo" do antecedente animal.
E o tempo foi passando, a descoberta do fogo, a construção das palafitas, a vida menos nômade, e o estabelecimento de comunidades às margens dos rios. A inteligência vai se desenvolvendo através dos "insights", intuição, desenvolvimento da criatividade. A construção de uma coisa necessária leva a construção de outra coisa necessária. Num primeiro momento era a pedra lascada até que foram surgindo ferramentas mais sofisticadas até chegar ao uso dos metais. Ao mesmo tempo acontecia o desenvolvimento das sociedades primitivas.
Ora, a relação de dar/receber estabelecida entre interno e externo, onde o interno (mente) recebia de Deus os "insights", orientava o desenvolvimento externo; e esse desenvolvimento externo desenvolvia a razão, o intelecto, a vontade e a decisão.
Num dado momento havia um desenvolvimento muito grande, inclusive já estava em desenvolvimento a família rudimentar. Como expliquei, o ser masculino "sentiu" a necessidade de transferir seu legado para sua linhagem de sangue, e por isso, foi exigindo uma relação de fidelidade por parte da mulher, por ser o único meio dele confiar que o filho era seu.
Havia, então, toda uma preparação interna e externa. Já havia uma certa organização familiar. Já brotava as primeiras civilizações no Vale do Crescente Fértil (Mesopotâmia). A escrita que tem origem nos desenhos nas cavernas como sinais de comunicação, também estava no ponto de grande desenvolvimento.
Faltava agora apenas uma coisa. Estabelecer o padrão de Família segundo critérios estabelecidos pelos Princípios de Criação. Para isso, várias famílias já davam uma melhor educação. O ponto principal era escolher um casal de melhor qualificação interna/externa e dar a ele a missão especial de estabelecer o novo padrão centrado na ideia de família monogâmica, com fidelidade absoluta, para que não pairasse dúvidas sobre a linhagem de sangue.
Se esse padrão tivesse sido estabelecido, o casamento ideal não teria caído do céu automaticamente, não!!! Isso é ilusão. No contínuo desenvolvimento das relações, os casais iriam aprendendo e deixando o aprendizado como legado para as futuras gerações até se chegar ao casamento ideal. As duas partes precisam crescer a humanidade; precisam desenvolver afinidades; precisam fazer o amor brotar e fincar raízes eternas.
Do ponto de vista da Criação, a humanidade ainda está no estágio de Formação. Os seres humanos ainda não são definitivamente humanos. É preciso romper com a ancestralidade e com os tempos primitivos.
Vejam que toda a luta da humanidade nesses seis mil anos desde o nascimento das primeiras civilizações históricas é vencer o grave problema da poligamia. O Velho Testamento retrata muito bem essa história de lutas e conflitos entre poligamia e monogamia. Já o Novo Testamento consegue avançar mais um pouco. Até leis políticas foram criadas tentando evitar e proibir a poligamia.
Mas a fornicação e o adultério sempre estiverem presente de uma forma destruidora. Isso significa dizer que a poligamia atravessou os milênios perturbando o desenvolvimento da humanidade.
Finalmente, nos dias atuais, quando se torna muito claro (pelo menos para alguns de nós) toda a problemática, conforme esclarecido de forma muito didática no PD, a poligamia atinge um nível ameaçador.
Mas, vejam bem, há um detalhe importante. A poligamia dos tempos primitivos não era pecado, assim como não é pecado os animais se acasalarem para reprodução. Mas depois do Mandamento, a coisa mudou de figura, pois o homem passou a conhecer o bem e o mal. Ele já conseguia discernir. Bastava assumir o novo modelo e fazer o estabelecimento gradual naquela sociedade já bastante desenvolvida. Mas isso não aconteceu da forma adequada.
Mas, não há o que Deus não possa fazer para recuperar essa situação. E quando hoje forças sombrias tentam de todo jeito fazer a humanidade retroceder aos tempos da selvageria primitiva, Deus maravilhosamente sabe como usar uma situação terrível para conseguir que a humanidade consiga galgar mais um degrau.
Por isso, esses ataques à Família, tais como divórcio, aborto, sexo livre e sem compromisso, homossexualismo, sexo grupal, e tudo o mais o que dá na mente com distúrbio familiar, pode também servir de fertilizante para que o modelo ideal de casal, casamento e família apareça e cresça.
Pois, daqui para frente, ninguém e nada pode segurar um casal junto, somente o Amor Verdadeiro! E ainda digo, que Amor Verdadeiro não é um sentimento embrulhado num pacote que algum anjo a mando de Deus manda jogar dentro do coração de um casal. A estorinha do cupido é fantasia.
O Amor Verdadeiro é construção eterna. Por isso, para se casar tem que ter discernimento, critério, afinidades, vontade de viver junto e compartilhar. A partir de agora, as futuras gerações devem ser educadas a pensarem e agirem assim. A obediência a Deus de agora em diante é fazer de tudo para construir bons casamentos onde os dois estejam em afinidade e harmonia. Somente esses casamentos podem superar os ataques da poligamia e do divórcio.
Dizer que aguenta um casamento onde não se está feliz por causa da obediência a Deus se tornará um pecado. Por isso, precisamos ensinar as futuras gerações a desenvolverem primeiro o caráter, a personalidade, a inteligência, segurando temporariamente a sexualidade, até que com critério e discernimento, usando o coração, mas também a razão, possam escolher seus conjugues.
E agora vamos ao básico, um conjugue ideal é aquele que nasceu e cresceu dentro de uma boa família, com bons princípios morais e éticos; que respeitem a Deus através de comportamentos corretos; que sejam pessoas dinâmicas, estudiosas, trabalhadoras, limpas, saudáveis, que cuidem e zelem de seus corpos físicos, e também do espírito, gostando das boas artes, esportes, turismo. Que sejam bons profissionais, parcimoniosos no uso do dinheiro; que sejam sempre justos e generosos; que usem os recursos com muito critério. E que ambos estejam decididos a compartilhar uma vida a dois aberta e transparente.
Todo conjugue ama com Amor Verdadeiro aquele parceiro que lhe trata bem, que lhe tem bem-querer, que demonstre preocupação, cuidados; que investe no seu crescimento; que está disposto a sofrer juntos; a chorar juntos; a amar juntos; a gargalhar juntos; a escalar montanhas juntos; a passar necessidade juntos; a lutar juntos para crescer, etc, etc, etc.
Quem não quer?
Fala sério!

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