Vaticano tenta explicar declaração papal sobre liberdade de expressão À rede CNN, porta-voz afirma que fala de Francisco 'de forma alguma deve ser interpretada' como justificativa para atentados em Paris

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Vaticano tenta explicar declaração papal sobre liberdade de expressão

À rede CNN, porta-voz afirma que fala de Francisco 'de forma alguma deve ser interpretada' como justificativa para atentados em Paris

Papa Francisco desembarca em Manila, nas Filipinas, durante viagem à Ásia – 15/11/2014
Papa Francisco desembarca em Manila, nas Filipinas, durante viagem à Ásia – 15/11/2014 (Osservatore Romano /Reuters)
papa Francisco tropeçou nesta quinta-feira ao expor seu ponto de vista sobre os limites da liberdade de expressão. As declarações inadequadas tiveram de ser explicada pelo Vaticano. À rede americana CNN, o porta-voz Thomas Rosica afirmou que a fala do pontífice "de forma alguma deve ser interpretada" como algo que justifique os ataques da última semana em Paris. "O papa Francisco não defendeu a violência com suas palavras", disse Rosica.
Em entrevista coletiva concedida durante a viagem do Sri Lanka para as Filipinas, Francisco foi questionado sobre o atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo, que terminou com doze mortos. Sem mencionar especificamente o ataque ou o nome da publicação, o papa disse que tanto a liberdade de expressão como a liberdade religiosa “são direitos humanos fundamentais”. “Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender”, acrescentou.
“Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender. É verdade que não se pode reagir violentamente, mas se Gasbarri [Alberto Gasbarri, responsável pelas viagens internacionais do papa], grande amigo, diz uma palavra feia sobre minha mãe, pode esperar um murro. É normal!”, completou. (Continue lendo o texto)
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Papa Francisco durante cerimônia de boas-vindas no aeroporto de Colombo, no Sri Lanka
Papa Francisco durante cerimônia de boas-vindas no aeroporto de Colombo, no Sri Lanka - Reuters
Reinaldo Azevedo: As ambiguidades do papa
O porta-voz ressaltou que as palavras mencionando Gasbarri foram ditas “coloquialmente e de forma amigável”. “Sua resposta foi semelhante a algo que cada um de nós já sentiu quando aqueles que nos são mais queridos são insultados ou prejudicados”.


Para Rosica, as declarações seguem o “estilo livre de discurso” adotado por Francisco, sua forma franca que atraiu admiradores. Ele lembrou que o papa já se posicionou claramente contra o terrorismo em Paris e em outras partes do mundo e salientou que as palavras do pontífice devem ser entendidas como são ditas “e não distorcidas ou manipuladas”.

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