PMs acusados de matar universitária são presos Policiais tiveram a prisão decretada pela Justiça do Rio após o Ministério Público os denunciar por homicídio doloso

PMs acusados de matar universitária são presos

Policiais tiveram a prisão decretada pela Justiça do Rio após o Ministério Público os denunciar por homicídio doloso

DESESPERO - Policiais discutem enquanto levam amigas da jovem ferida para o hospital: imagens foram gravadas pela câmera do carro de patrulha
DESESPERO - Policiais discutem enquanto levam amigas da jovem ferida para o hospital: imagens foram gravadas pela câmera do carro de patrulha (VEJA)
Os policiais militares Marcio José Watterlor Alves e Delviro Anderson Moreira Ferreira, acusados de matar a universitária Haíssa Vargas Motta, de 22 anos, durante uma perseguição desastrada, se entregaram ao 41ª Batalhão da PM na manhã desta quinta-feira e foram presos, segundo informações da Agência Brasil. A tragédia aconteceu na madrugada do dia 2 de agosto de 2014, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, mas só ganhou força após o site de VEJA divulgar as imagens das câmeras da viatura, que registraram o momento no qual Alves dispara nove tiros de fuzil contra o carro em que Haíssa estava. Os dois PMs foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado – por não terem oferecido defesa à vítima e por motivo fútil. Na quarta-feira, a Justiça do Rio aceitou a denúncia e decretou a prisão dos policiais.  
Andressa Vargas Motta, irmã da vítima, classificou a detenção dos PMs como um "alívio". "A prisão dos envolvidos não vai trazer minha irmã de volta, mas agora a Justiça vai ser feita e eles vão responder pelo crime que cometeram. A prisão deles já é um alivio", afirmou.
Nas gravações, os policiais começam uma caçada e, apenas 24 segundos depois, o soldado Alves – que tem apenas quatro anos de formação – começa a fazer os disparos de fuzil. Quatro balas atravessaram o veículo, sendo que uma delas atingiu as costas de Haíssa. Ela foi socorrida, mas morreu em uma clínica particular da região. O MP entendeu que Ferreira também deveria ser responsabilizado pelo crime porque Alves era seu subordinado.


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