O GOVERNO PARALELO DE KATIA ABREU

Kátia Abreu prepara reação, o que inclui aliança com Coimbra, que poderá assumir vaga de Irajá nos próximos meses

A senadora Kátia Abreu (PMDB), e agora ministra da Agricultura, se reposiciona silenciosamente no cenário político do Estado. Seus principais porta-vozes no Tocantins já anunciam que ela se prepara para ampliar seu grupo, se aproximando até de recentes inimigos e dominando o PMDB, ao invés de deixar a legenda.

Uma das surpresas à vista é a suposta reaproximação entre Katia e o deputado federal Júnior Coimbra (PMDB), com quem a senadora teve um terrível embate desde que decidiu ingressar no PMDB, em setembro de 2013. Pela conversa dos bastidores e porta-vozes da ministra, a conversa chega ao ponto de abrir vaga para Coimbra, que não foi reeleito, nesta nova legislatura que começará no domingo, 1º. Pelas conversas, nos próximos meses, o deputado federal Irajá Abreu (PSD) poderia dar oportunidade para o colega peemedebista assumir.

Com Coimbra, Katia teria um apoio fundamental para reestruturar o PMDB no Tocantins. Mais: para dominá-lo.

Além da oportunidade para Coimbra, o suplente Carlos Braga (PMDB) poderia assumir uma vaga de vereador em Palmas. Fora isso, o grupo da senadora ainda assumiria pastas em Porto Nacional, do prefeito Otoniel Andrade (PSDB), e em Araguaína, do prefeito Ronaldo Dimas (PR).

COM DORINHA E AMASTHA

Em outra frente, os porta-vozes da senadora falam ainda em uma reaproximação dela com a deputada federal Dorinha Rezende (DEM), que poderia até ingressar no PSD. Uma aliança com o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), também estaria nos planos.

Dois importantes interlocutores pensam muito essa engenharia política: o presidente da Câmara de Palmas, Rogério Freitas (PMDB), e o vereador Iratã Abreu (PSD).

GOVERNO PARALELO


Pelo Ministério da Agricultura, Kátia estaria preparando uma série de ações concretas para o Tocantins nos próximos meses. Num Estado em que o agronegócio prevalece e onde o governo está em insolvência, ter o Ministério da Agricultura pode garantir moeda de troca certa (leia-se: programas para o meio rural) para conquistar o apoio de prefeitos e vereadores nos 139 municípios.

Aliados palacianos não têm dúvida de que Kátia se prepara para montar um governo paralelo no Tocantins, o que é visto como reação ao fato de o governador Marcelo Miranda (PMDB) não ter atendido todas as exigências que a senadora fez, o que causou aquele barraco todo nas vésperas do ano novo.  

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