Defensoria pede que a Justiça obrigue Estado e Unimed Centro-Oeste e Tocantins a regularizarem em 72h atendimento do Plansaúde

Defensoria pede que a Justiça obrigue Estado e Unimed Centro-Oeste e Tocantins a regularizarem em 72h atendimento do Plansaúde

Órgão diz que governo que não cumpriu decisão judicial que exige cumprimento de TAC assinado em abril do ano passado
Da Redação

O Núcleo de Ações Coletivas (NAC) da Defensoria Pública do Estado acusa o governo do Tocantins de descumprir decisão judicial de 23 de agosto do ano passado que o obrigava a regularizar o atendimento do Plansaúde, conforme Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que o Executivo estadual assinou em abril de 2013. O NAC ingressou na 3ª Vara dos Feitos das Fazendas e Registros Públicos da Comarca de Palmas, na tarde dessa quinta-feira, 2, com uma Manifestação Interlocutória nos Autos da Execução do TAC.

O órgão quer que a Justiça obrigue Estado e Unimed – Federação Interfederativa das Cooperativas Médicas do Centro-Oeste e Tocantins, a regularizarem no prazo máximo de 72 horas o atendimento dos usuários do Plansaúde, em especial nas UTI’S, nos segmentos adulto, pediátrico e neonatal, estabelecendo, ainda, multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação.

De acordo com a Defensoria, após a decisão judicial de agosto do ano passado, o Estado chegou a regularizar os pagamentos com os prestadores de serviços e o atendimento foi regularizado. Todavia, desde maio deste ano a inadimplência voltou a ocorrer, ocasionando a paralisação dos atendimentos em especialidades essenciais, como UTI nos segmentos adulto, pediátrico e neonatal e também o descumprimento TAC.

Também de acordo com a Defensoria, documentos apresentados pelos prestadores de serviços revelam atrasos que vêm desde maio deste ano, "demonstrando, de forma inequívoca, que o Estado do Tocantins e a Unimed – Federação interfederativa das Cooperativas Médicas do Centro Oeste e Tocantins, na condição de operadora do Plansaúde, não vêm cumprindo as obrigações financeiras contraídas junto aos prestadores de serviços, ocasionando a descontinuidade nos atendimentos aos usuários, embora efetue regularmente os descontos na remuneração/subsídio dos servidores públicos filiados ao mencionado plano".

Os defensores entendem que a persistência desta situação, "inevitavelmente, causará um colapso no Sistema Único de Saúde (SUS)". "Não obstante as dificuldades enfrentadas, ainda terá que absorver quase toda a demanda proveniente dos segurados do Plansaúde, ou seja, cerca de 90 mil usuários, agravando o quadro em que se encontra", avaliam na ação.

Sem licitação até agora
Ainda segundo a Defensoria, o Estado ainda teria descumprido o acordo para licitar a contratação de nova empresa para operar o Plansaúde. Conforme o órgão, na celebração do TAC no ano passado, o governo se comprometeu a publicar um Termo de Referência até o dia 6 de maio de 2013 com a finalidade de realizar essa nova licitação. "Ocorre que até a presente data esta obrigação ainda não foi efetivamente cumprida, em nítida violação à Lei de
Licitações", criticam os defensores.

CT entrou em contato com a Secretaria Estadual de Administração, que deve se manifestar sobre o caso. A Unimed Centro-Oeste afirmou que não foi notificada sobre o caso, mas que tomará as devidas providencias no momento oportuno.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lideranças indígenas preparam relatório com problemas das aldeias no Tocantins Estado tem mais de 190 aldeias reconhecidas e catalogadas. Indígenas denunciam desmatamento ilegal, poluição e falta de assistência na área da saúde.

Cheon Il Guk Matching Engagement Ceremony- O REINO DOS CÉUS NA TERRA E NO CÉU

MENINA DE 15 ANOS É FLAGRADA FAZENDO SEXO EM SALA DE AULA. CONFIRA