CANDIDATO A SENADOR PELO PT TEM POUCAS CHANCES E POUCO APOIO NO TOCANTINS

Freitas avalia que, "sem rumo", PMDB “afasta aliados”; para ele, PV daria “tranquilidade maior”


Luís Gomes
Da Redação
O pré-candidato ao Senado pelo PT, Milne Freitas, comentou nesta sexta-feira, 30, o cenário político, e avaliou que a situação do PMDB no Tocantins, que passa por intervenção nacional, “afasta aliados”. O petista defende que o PV daria “tranquilidade maior”, apesar do processo que corre no Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-TO) contra o presidente regional e pré-candidato a governador, deputado estadual Marcelo Lelis.

Milne Freitas indicou que a direção estadual do PT mantém diálogo com o PV e o Pros, mas avisa que quem vai decidir o rumo do partido serão os delegados na convenção marcada para o dia 30. “Estamos discutindo a formação de um bloco com o PV e com Pros, e não foi definido qual dos três terá o candidato. A decisão final caberá aos 126 delegados”, disse.
Foto: Facebook
Pré-candidato a senador do PT, Milne Freitas: "O PMDB está sem rumo"
O pré-candidato ao Senado do PT lembrou que os delegados do partido liberaram a direção estadual para definir a posicionamento nas eleições de 2006 e 2010, e celebrou a mudança de postura para 2014. “Nos anos anteriores [2006 e 2010] eles [delegados] deram carta branca para a direção decidir. Nesse ano de 2014, felizmente, os delegados acordaram e vão participar do processo até o final”, afirmou.

Avaliando possíveis alianças, Milne Freitas demonstrou preferência pelo PV, porém, não descartou o PMDB, com a condição da pacificação do partido. “O melhor caminho é com uma aliança com o PV. Se o PMDB conseguir se ajeitar, não tenho nada contra, mas, da forma como está, não tem como. Eles estão sem rumo”, disse.

O pré-candidato ao Senado defende que a crise interna do PMDB “sem dúvida nenhuma” afasta os aliados. Freitas comparou a situação do PMDB com a do deputado Marcelo Lelis, que está sendo julgado por supostas irregularidades em suas contas referentes à campanha eleitoral de 2012. “A posição que se encontra o PMDB, a dúvida, afasta os aliados. Eu entendo que o PV é uma situação diferente. Tem uma discussão que o Marcelo [Lelis] está sendo julgado. Ao meu ver, existe jurisprudência que daria uma tranquilidade maior. Embora a gente tenha certa desconfiança do comportamento judicial no Tocantins.”

Freitas ainda indicou que a militância do PT defende uma candidatura própria, mas que entende a necessidade de alianças. “Penso que a militância tem o desejo de ter candidatura própria, mas está sendo madura em buscar aliança. A militância tem clareza que sozinha não vai conseguir”, concluiu.

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