Com dúvidas sobre redução da tarifa de ônibus vereadores devem votar projeto na terça-feira

Política - 31/10/2013 - 12:39
Com dúvidas sobre redução da tarifa de ônibus vereadores devem votar projeto na terça-feira


Clique na foto para ampliar
Diretora da Agereg, Ritva Cecília, explica renúncia de receita
Foto: Deurico/Capital News

Representantes da prefeitura municipal estiveram reunidos com a maioria dos vereadores, antes do início da sessão ordinária nesta quinta-feira (31), na Câmara Municipal. A reunião foi para debater a desoneração da tarifa do transporte coletivo e representantes foram esclarecer dúvidas, ainda assim, vereadores afirmaram que o projeto que reduz o valor do transporte coletivo a R$ 2,70 deverá ser votado na próxima terça-feira (5).
Participaram da reunião, a titular da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Kátia Castilho, o secretário municipal de Planejamento e Finanças, Wanderley Ben Hur da Silva, o secretário de Receita, Gustavo Freire e a diretor-presidente da Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg), Ritva Cecília Vieira.
Os parlamentares questionam o executivo sobre a renúncia fiscal de 100% do ISS, fonte da desoneração da tarifa apresentada pelo executivo. Os vereadores querem saber qual a fundamentação legal para essa renúncia de receita, uma vez que, segundo os parlamentares, contraria a Emenda Constitucional nº 37 que preconiza que municípios tenham teto de 2% mas não podem renunciar a 100%, com isso, os vereadores pediram para a Procuradoria Geral do Município (PGM) a legalidade do projeto.
Outra questão discutida durante a reunião foi o polêmico subsídio das gratuidades. Antes da reunião, o presidente da Casa de Leis, o vereador Mario Cesar (PMDB) disse durante uma entrevista na FM Capital que Campo Grande é o município que mais tem gratuidade, como passe do estudante, idosos e portadores de algumas patologias.
Segundo ele, nos demais municípios que existem a gratuidade é o próprio município. “É cortesia com o chapéu dos outros. Se a prefeitura pagasse a conta, a passagem cairia para R$ 2,11”, afirmou Cesar durante a entrevista.
Mario Cesar destacou para a equipe do Capital News que em Campo Grande são 6,5 milhões de pessoas que usam o transporte coletivo, dos quais 1,8 milhão são contemplados com a gratuidade. Para os vereadores, o subsídio dessa gratuidade deveria estar inclusa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e questionaram sobre o ganho do subsídio para o exercício de 2014. Os parlamentares querem que a prefeitura ofereça uma alternativa de subsídio para que a gratuidade não seja custeada pelos 4,7 milhões de usuários pagantes.
Segundo a diretora-presidente da Agereg, Ritva Vieira, existem entendimentos jurídicos que não se coadunam e que a Lei Complementar 116 oferece autonomia aos municípios para a regulamentação dessas questões. “Essa renúncia de receita impactaria cerca de 1% apenas do orçamento do município, e existe a projeção de um aumento na arrecadação. Teoricamente, essa renúncia de não prejudicaria o município”, afirmou Ritva, que completou que esta foi a medida encontrada pelo prefeito para oferecer a redução de tarifa de imediato.
Kátia Castilho informou que a Agetran e outros órgãos da prefeitura estudam a criação de um fundo municipal para subsidiar as gratuidades. “Ainda está em fase de estudos, para apontar qual será a melhor fonte dessa receita. Outras cidades, outros grandes centros do país, já aderiram a essa renúncia de receita de 100% de ISS, o que está acontecendo em Campo Grande na mais é do que seguir uma tendência nacional”, afirmou Kátia. “A gratuidade é um problema sério, ela sempre foi concedida, mas nunca subsidiada”, completou Kátia.
Após a reunião, vereadores e secretários não chegaram a um acordo e, segundo o presidente da Câmara, Mario Cesar, o projeto não será votado hoje. Os parlamentares solicitaram ao executivo a segurança jurídica dessas questões, para que possam discutir e votar o projeto. “Sem isso não dá para votar”, afirmou Mario Cesar.
A expectativa é que o projeto seja votado na próxima sessão, mas irá depender da celeridade do executivo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lideranças indígenas preparam relatório com problemas das aldeias no Tocantins Estado tem mais de 190 aldeias reconhecidas e catalogadas. Indígenas denunciam desmatamento ilegal, poluição e falta de assistência na área da saúde.

Cheon Il Guk Matching Engagement Ceremony- O REINO DOS CÉUS NA TERRA E NO CÉU

MENINA DE 15 ANOS É FLAGRADA FAZENDO SEXO EM SALA DE AULA. CONFIRA