SIQUEIRA O VELHO LOUCO COMEÇA A MOSTRAR SUA INSANIDADE

Com redução dos salários da "Corte", Siqueira não faz "bondade", mas enxugamento necessário e dá sinais de que demissões em massa devem começar

A decisão do governador Siqueira Campos (PSDB) de reduzir o próprio salário e de todo alto escalão da "Corte" não é "bondade", mas, de um lado, cumpre a necessidade de enxugamento e, de outro, dá um sinal de que as demissões em massa deverão começar na administração do Estado. O governo do Tocantins usou e abusou da contratação de comissionado, não teve cuidado com os ajustes financeiros necessários, extrapolando o limite legal da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Agora tem que demitir porque senão ficará o repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE), entre outras sanções.

O deputado estadual José Augusto Pugliese (PMDB), presidente da Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle, da Assembleia, que tem acompanhado a evolução das contas do Estado, já havia dito ao blog que o governador Siqueira Campos contratou mais de 25 mil pessoas para substituir as 22 mil que exonerou no início de sua gestão. E ainda com salários maiores.

O deputado Sargento Aragão (PPS) disse ao blog que a folha dos 14 mil comissionados e contratados ainda existentes é maior do que a dos 22 mil que foram demitidos em janeiro de 2011.

Além disso, Pugliese afirmou que Siqueira aumentou a carga de impostos de vários segmentos, reduzindo a atividade econômica do Estado, elevando a inadimplência e afugentando investidores.

Também disse que o governo aumentou o custeio "absurdamente". "Tem secretaria em que o custeio é maior do que o gasto com pessoal e não há um centavo de investimento", contou.

Ainda conforme Pugliese, o Estado perdeu R$ 1 bilhão de empréstimo porque não conseguiu ter seus projetos aprovados. Para o deputado, isso ocorreu justamente porque o Estado contratou mal, desqualificando o quadro técnico da administração. "O Estado tem capacidade de endividamento, mas não tem capacidade de desenvolver os projetos", criticou o presidente da Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle da Assembleia. "Isso é uma forma de como não governar, ou seja, é um desgoverno."

No dia 5, o Comitê de Gestão Pública no Estado publicou no Diário Oficial resolução que determina a redução de 15% do valor da folha de pagamento de todos os setores. Na avaliação dos deputados de oposição o governo terá que demitir pelo menos 8 mil servidores este mês. Esta semana foram exonerados 528 contratados.

Diante de tamanha obrigação, depois de tantos abusos, o corte de salários dos altos palacianos não soa mais do que pura demagogia.

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